Alfredo Sampaio: a carreira do técnico que ajudou a revelar Ronaldo Fenômeno

Atualizado: 20 de Jul de 2020

Por Ana Luiza Pereira - Carioca da gema, Alfredo Sampaio, 62 anos recém feitos agora em maio, construiu seu nome como jogador e técnico principalmente no Rio de Janeiro. Não é a toa que tem em sua carreira 21 Campeonatos Carioca. Desde criança tem o futebol como uma paixão, que veio sobretudo de seu pai. Sempre frequentando o clube do São Cristóvão Futebol e Regatas, a família se encontrava e ainda se encontra no esporte. Assim, Alfredo seguiu os passos e decidiu que o futebol era onde queria atuar. Começou no futsal mas depois passou para o campo, da onde não saiu mais.


A carreira de jogador

Alfredo começou sua história no América-RJ. Clube muito tradicional do Rio de Janeiro, deu o pontapé inicial para o atual técnico no futsal. Dali, foi para o Fluminense, onde teve seus primeiros passos no futebol de campo, ainda no juvenil do clube de laranjeiras. Com um time muito acima da média para Alfredo, foi para o São Cristóvão em 1977, iniciando sua jornada como jogador profissional que terminou em 1989, também no São Cristóvão, que estava na segunda divisão do Campeonato Carioca na época.

Alfredo Sampaio atuando pelo São Cristóvão. Fonte: arquivo pessoal

Nesses 12 anos jogando como profissional, Alfredo jogou também fora do Brasil. Tem em sua bagagem uma passagem pela Venezuela, na Portuguesa (VEN), time pelo qual foi campeão venezuelano e participou da Libertadores de América de 1981. “Eu fui contratado para jogar a Libertadores da América, aquela que o Flamengo foi campeão, então foi muito marcante”, contou o carioca. Também jogou em Moçambique, no Costa do Sol e no Ferroviário de Maputo. Contratado pelo governo para integrar o time, teve a oportunidade de jogar a Copa Africana dos Campeões, atual Liga dos Campeões Africana, uma espécie de Champions League do continente africano. De Moçambique, foi para Portugal jogar no Rio Ave, clube da cidade de Vila do Conde. Se sagrou campeão da Segunda Divisão (hoje chamada de Segunda Liga) do campeonato português de 1985/86. Foi para o Chipre, jogar no EPA Lanarca, porém teve uma passagem muito rápida pelo país mediterrâneo por ter ficado doente. Atuou também nos Estados Unidos, onde jogou em Nova York. “foi uma experiência muito boa, morar no Estados Unidos é fantástico, morar em Nova York”. No Brasil, Alfredo também jogou pelo Olaria, Guaratinguetá, Itaperuna, além de uma passagem rápida pelo Vasco.


A carreira de técnico

Sua carreira de técnico teve início em no final de 1989 quando começou a treinar o São Cristóvão. Em 1992 assumiu o time principal do São Cri Cri e disputou a segunda divisão do Campeonato Carioca, conseguindo o acesso para jogar a primeira divisão do ano de 1993, uma das últimas vezes que o clube do bairro imperial esteve na elite do futebol carioca.


Alfredo, apesar de ter tido oportunidades de treinar grandes times como o Vasco, sempre se encontrou em clubes menores. O carioca tem gosto de ter o desafio de igualar esses clubes aos considerados grandes e disso ele entende: como treinador do Madureira em 2006, Alfredo conquistou a Taça Rio e disputou a final do campeonato com o Botafogo, que conquistou o título daquele ano. Em 2011, com o Boa Vista, chegou a final da Taça Guanabara contra o Flamengo.


Mesmo tendo temporadas incríveis, Alfredo optou por não se afastar tanto do Rio. A única vez que treinou um time de fora do estado foi o Avaí em 2007 terminando a Série B do Campeonato Brasileiro em 15º lugar. Depois disso, Alfredo não saiu mais do seu estado e só treinou clubes do Rio de Janeiro como Bangu, América, Bonsucesso, Americano, Volta Redonda, Resende, Itaperuna, Barreira e por último, o Cabofriense.


Alfredo Sampaio atuando como treinador. Fonte: Reprodução/Facebook
SAFERJ

Além de toda sua carreira como jogador e treinador, Alfredo é o presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (SAFERJ) há mais de 20 anos. Conta que foi um convite inesperado e não sabe porque foi convidado até hoje. “só jogadores ícones do futebol, de grandes clubes e não sei porque eles me procuraram”, conta Alfredo. A entidade foi criada com o nome de Associação Profissional dos Atletas de Futebol (APAF), por um grupo liderado por Zé Mário, Zico, Dirceu, Leão e Carpegiani. Em 1979, essa associação virou a atual SAFERJ.


São Cristóvão

A relação de Alfredo com o São Cristóvão vem desde criança quando frequentava o clube do bairro imperial. Assim, iniciou sua carreira de jogador profissional e de técnico no clube cadete. Conseguiu ser vice-campeão da segunda divisão do Campeonato Carioca como jogador, subiu para a primeira divisão em 1992 como técnico e treinou pela última vez o time em 1993.


Foi no São Cristóvão que Alfredo teve suas primeiras oportunidades e fez sua carreira a partir do clube campeão de 1926. E assim, acabou treinando nomes importantes como o Ronaldo Fenômeno. Quando Ronaldo estava dando seus primeiros passos no futebol no São Cri Cri, Alfredo era um dos técnicos do clube e teve a oportunidade de ver crescer um dos maiores ídolos do futebol nacional e internacional. “Eu tinha absoluta certeza que ele ia jogar em alto nível porque ele já era um jogador diferenciado, muito rápido, muito inteligente pra fazer gol”, conta o técnico carioca.


Apesar de sua grande passagem pelo clube, depois de ter treinado o time, poucas vezes retornou ao Estádio Ronaldo Nazário. Alfredo conta que trocou de rumo, mas que esteve lá de novo uma vez no comando da Portuguesa-RJ para um jogo contra o São Cristóvão.


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